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Cores humanas

Neste dia cinzento Os pensamentos ganham vida Respiro com dificuldade O ar cheio de desalento.  Chuva chora em lágrimas puras O sangue claro que o coração carrega Caiem em cascatas duras De emoções que no mar da dor O marinheiro no seu barco rema. Palavras fogem dos lábios O que a mente prende Espero que o dia passe depressa Para que o silêncio seja indolor.

Dias

 Eu criei este blogue para partilhar os meus pensamentos, as minhas ideias, as minhas opiniões. Criei-o para me exprimir através da escrita. Vejam-no como o meu mundo virtual. Um mundo que tenho, através dos meus textos, que seja o melhor possível.  O meu objectivo é apenas ajudar, através das minhas experiências quem me dá o seu tempo ao ler o que escrevo. Acreditem que agradeço cada pessoa, de todas as partes do mundo, que lê o que escrevo. De coração. Aqui não há julgamentos, bullying ou ódio. Aqui, eu, vocês, podemos ser nós. Pessoas, humanos com sentimentos. Não tenham medo de usar a caixa dos comentários. Usem e abusem dela! Façam perguntas ou dêem sugestões. Eu agradeço, a sério! Este meu espaço, que acaba por ser o nosso espaço, serve para crescermos e partilharmos experiências. Nesse sentido, vou partilhar algo que me tem chateado sobremaneira. Hoje é o meu primeiro dia de férias e nada melhor do que começar as férias a levar a vacina do Covid. Correu tudo super bem, ...

Futuro (?)

Quando era pequeno adorava sonhar Com o futuro que teria no meu Portugal País cheio de história amor e mar Que hoje só os corajosos conseguem Amar.  A maldade é muita na mente pequena Pensava eu em vir a ser poeta Talvez até a ser atleta Mas acabei por ser empregado de limpeza. Respeito é uma dádiva que nem todos têm Não se dá valor ao que é essencial Sentimentos e emoções são de louvar Todos temos de saber respeitar. A profissão não importa, a alma não dorme Depois da vida só há a morte A alma sente a dor Daqueles que não sabem dar valor. 

Uma grande mudança

Filipe é uma criança de 6 anos como qualquer outra. Vive em Lisboa num apartamento com os seus pais e o chiquinho, o gato preto. Gosta de jogar computador, passear com os seus pais e ir ao parque. Ama comer gomas e a sua comida preferida é a pizza de queijo. E, tal como a grande maioria das crianças, detesta ir à escola.  – Bom dia mãe! Bom dia pai!  – Bom dia filhote! – A mãe deu-lhe um beijo na testa e continuou a preparar o pequeno almoço.  Beatriz é enfermeira, mãe, esposa, mulher, voluntária numa associação de apoio às vítimas de violência doméstica, ativista dos direitos da mulher e apaixonada por culinária.  Aos olhos de Filipe, era a Mulher Maravilha. Poderosa, determinada, inteligente e protetora. Para ele, era a mulher da sua vida.  – Olá Filipe, dormiste bem? – o pai passou a mão pelo seu cabelo deixando-o meio despenteado.  – Sim pai, dormi muito bem.  Raúl é engenheiro informático, pai, marido e adora bricolage. É especialista em inventar ...

Ajuste de contas - Prólogo

Fazer justiça por aqueles cujas vozes foram caladas à força não é, de todo, uma tarefa fácil de executar. Melhor do que qualquer outra pessoa, Carla sabe que ser inspetora da polícia judiciária é um trabalho perigoso que lhe consome toda a sua essência. Porém, esta foi a profissão que escolheu para a sua vida, aceitando todos os aspetos, positivos e negativos que esta sua opção engloba: escolheu evitar que as pessoas tivessem de sofrer o que ela sofreu, escolheu evitar que os criminosos saíssem impunes dos crimes horrendos que praticam, escolheu proteger a única família que lhe resta, escolheu aguentar os crimes hediondos que os seres humanos são capazes de praticar, escolher pôr a sua vida em perigo em prol dos outros mas acima de tudo, escolheu lutar pelos seus ideias e por tudo aquilo que considera ser o mais justo e verdadeiro. Escolheu dedicar toda a sua vida e toda a sua energia aos outros. O que ela nunca pensou foi que, ao investigar um assassinato, estivesse a pôr em perigo a ...

E depois?

O que fica depois? O que sobra quando já não há mais nada? Depois de tudo fica a certeza de que tentámos...  A certeza de que temos de voltar a tentar...  A certeza de que podemos não conseguir terminar o que tentámos . Assim, devemos: Fazer do medo uma ponte...  Do sonho uma escada... Duma queda uma festa... Da tentativa uma conquista...  Da interrupção uma nova verdade. 

Cristóvão e Tito

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Era uma vez... Não, este conto não irá começar da forma habitual. Prefiro inovar um pouco. Cristóvão é um monstro que vive numa gruta bem no centro da floresta mágica. Um sítio belo, cheio de cores vibrantes habitado pelas mais diferentes formas de vida. Fadas, bruxas (não, não são bruxas más e feias com uma verruga no nariz. Estas são bruxas luz, seres puros que mantêm o equilíbrio na natureza), anões, unicórnios, coelhos falantes e gigantes. Como seria de esperar, Cristóvão era o único ser da floresta de que ninguém gostava. Tinha mau feitio e metia medo, muito medo às restantes criaturas. Era enorme, maior que os gigantes, era feio, muito feio e muito resmungão. As fadas, no entanto, tentavam-se aproximar dele, mas sempre sem sucesso. Levavam flores, deixavam fruta fresca, legumes, presentes. Até enfeitavam a entrada da gruta com purpurinas mágicas. As bruxas também tentaram a sua sorte deixando cestos cheios de gluseimas coloridas.  Mas ele odiava e acabava sempre por afugentar...