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A solidão na diferença

A escrita, e posterior divulgação dos meus textos, servem (ou pelo menos gostava que servissem) para semear na mente dos leitores a árvore da consciência para temas que, muitas vezes, passam despercebidos. O comportamento das pessoas em sociedade, o egoísmo dos condutores, o cinismo no natal são apenas alguns pontos que todos nós sabemos serem reais mas que ninguém fala. Hoje falo-vos sobre a diferença. Não me refiro, somente, à diferença de género ou de orientação sexual, religiosa, cultural ou até de pensamento. Falo em diferença pessoal, diferença social e comportamental. O que me levou a escrever este texto foi um homem que veio no mesmo autocarro que eu. Com uma idade, aparentemente, compreendida entre os 28 e os 31 anos, este homem apresentava claras diferenças. Não me refiro a elas num mau sentido. Não! Mas num sentido único. Num sentido individual. Tinha um ar triste, falta de autoestima ( reparei na falta de capacidade em manter contacto visual) gestos e expressões que, pa...

Uma alegria desalegre

Natal!!! Uma época de amor, carinho, amizade e união em que os inimigos se tornam, temporariamente, amigos, a tristeza desvanece e dá lugar à alegria, o cinismo e o egoísmo são postos de parte e a realidade passa a ser o mundo encantado da perfeição. Na época natalícia ( e apenas nesta altura) deixa de existir fome, sem abrigo, doentes, cães abandonamos, ódio... Enfim. Todas as pessoas são felizes nesta altura. Porém, e pondo o sarcasmo de parte, o natal é a pior época do ano. Recentemente a cantora Mabel lançou um single intitulado Loneliest time of year. No fundo, é uma música sobre o lado real da vida, o lado mais negro que ninguém se lembre quando chegamos a esta altura. Fala sobre a tristeza daqueles que estão sozinhos, dos que não têm uma companhia, um amigo, um familiar para partilhar esta temporada tão mágica. Eu adoro o natal! Não me interpretem mal! Mas fiquei sensibilizado com esta música porque, de facto, me consciencializou para esta triste verdade. Sempre que ouço ...

TDT: o que fazer para não perder o sinal da televisão gratuita esta quarta-feira?

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Esteja atento à mudança do sinal da TDT, previsto para esta quarta-feira às 15:00 já que terá de sintonizar o seu televisor. O que fazer para não perder o sinal da televisão gratuita esta quarta-feira? Na próxima quarta-feira, dia 27 de novembro, pelas 15:00 está previsto o arranque das operações da alteração do emissor de Odivelas Centro, passando do canal 56 para o 35, como foi explicado pela ANACOM. A Altice Portugal vai dirigir as mudanças e fazer o teste piloto, tendo em vista a libertação do espectro dos 700 MHz para a chegada do 5G a Portugal. Segundo a reguladora, embora não haja números oficiais de quantas pessoas utilizam o TDT, os inquéritos realizados apontam para 13/14% da população a aceder ao serviço gratuito de televisão. Os números não abrangem segundas habitações, nem segundos ou terceiros televisores em casa. Nesse caso, a percentagem sobe para 23%, segundo os cálculos da ANACOM. Para tentar esclarecer os utilizadores de TDT afetados pelas mudanças, fique ...

Mudanças

Mudanças O tempo passa sem darmos conta. Conta os dias, conta as horas. Horas essas que passam sem vermos a mudança a acontecer. Medo do silêncio, medo do desconhecido A mudança chega sem aviso Muda o nosso mundo E nos trás um novo rumo. Tristeza por mudar não! Mas deceção por mudar sem saber Qual o motivo, qual a razão Para toda esta situação.  Escrevo e penso sem realmente perceber Emoções ao rubro, coração que não sossega A alma que não se quer acalmar Luz que teima em não entrar. Mudar é sempre bom, dizem Mas para mim não é bem assim. Fico preso no tempo. Fico preso no eterno saber. Sentimentos que acalmam a essência dorida Forças da natureza que com o vento criam uma bela rima Poesia surge para ajudar A expressar os fantasmas da vida.

Emoções

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Sinto o sol na minha cara Mas não o sinto na minha vida Tristeza essa não para Nem na escrita desta rima.  Sinto a luz tocar o meu olhar Espelho de uma alma pesada Sorte que andas a voar Possa nessa tela rosada. Letras que se juntam numa tela em branco À espera sentadas num banco Que os sentimentos decidam Responder aos que pediam Para saber o que fazer Naquele momento sem ver A certeza do saber. Dor flamejante que arde em silêncio De uma traição nasceste sem esperança De voltar a trás à inocência De uma criança que cresceu sem herança.  Pensamentos que fogem Desta folha por pintar Desenhos foscos que correm Sem ninguém recordar. Talvez seja hora De começar uma nova história Com a certeza de que Chegou a hora de ir embora.

Alerta vermelho

Pessoas! Cidadãos! Povo! Mundo! Este é um artigo muito importante que espero que seja tido em conta, todos os dias, sempre que saírem de casa. A todos aqueles que andam a pé, sinto-me na obrigação de esclarecer o seguinte: A existência dos sinais têm um propósito. Não são para mera decoração! Cada vez mais existem pessoas a ignorar completamente os sinais existentes para os peões, ou seja, estando o sinal verde ou vermelho, para determinada gente, é igual. Isto é errado! Será possível que não tenham a noção do perigo desnecessário a que se colocam? Já pensaram que, ao atravessar quando o sinal está vermelho numa zona de muito movimento aumentam em mais de 100 por cento a probabilidade de serem atropeladas? Se atravassesar na passadeira, hoje em dia, é um verdadeiro perigo devido à desatenção dos condutores, imaginem quão perigoso não é quando ignoramos aquele belo bonequinho vermelho! Para exemplificar este tema, deixo uma triste história. Perto da zona onde habito, houve uma...

Portugal - ficção e realidade

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"Alcácer-Quibir não foi o fim. Foi o início." É com esta breve frase que o escritor Ricardo Correia instiga o suspense no leitor. Com duas obras já lançadas e outra prestes a sair, Ricardo Correia pretende despertar o interesse pela história de Portugal, recorrendo à ficção para contar histórias da própria História. Traição, drama, ação e história misturam-se num tornado literário com a promessa de cativar o leitor desde a primeira e até à última frase. Lançado em 2017, "O Segredo dos Bragança" foi o primeiro livro do autor encaixado na categoria de romance histórico. Ambientado em Portugal na viragem do século XIX para o XX, aborda a existência de um segredo que atravessa toda a dinastia dos Bragança de 1640 até 1905 e que em último caso poderia significar retirar o trono a D. Carlos. Este romance passa por inúmeros lugares e paisagens entre Lisboa e Vila Viçosa, a capital do país e o assento ducal de maior importância para toda a dinastia. Em 2018, o ...